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segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Alexandre Romão

1982 - Nasce Alexandre Romão, numa pequena localidade em Oeiras, mais precisamente a cerca de 30 quilómetros do furacão Katrina.
1987 - Entra para a 1ª classe. Destaca-se na foto de Carnaval, todos estão mascarados de jogadores de futebol, no entanto ele é o único que se encontra de botas ortopédicas.
1990 - A sua altura estagna no metro e sessenta (no entanto ele é muito forte no jogo aéreo). Apesar disso o impedir de andar nas atracções mais "radicais" da feira popular, ele levanta a cabeça e afirma "Eu também nunca gostei muito de andar nos póneis, por isso...".
1992 - Esquecido do seu passe é interpelado por um fiscal da carris de uma forma muito bruta e pouco humana. O que lhe ensinou duas coisas: guardar bem o passe, e continuar os estudos para não se tornar fiscal da carris.
1993 - Começa a escrever o seu diário.
1993 - Desiste de escrever o seu diário depois de se ter apercebido da enorme semelhança entre o que ele descrevia dos seus dias, e os episódios da novela Tieta desses mesmos dias.
1995 - Começa a usar aparelho nos dentes na mesma altura em que a sua cara é atacada por um surto de acne em forma de quistos. Cedo se apercebe que para estimular o sexo oposto terá que fazer muito mais do que jogar gameboy à porta dos balneários femininos.
1999 - Apesar do acne já ter passado a família de Alexandre continua a tratá-lo por Magnum de Amêndoas á frente dos amigos (incluindo o já habitual bolo de aniversário "Parabéns Magnum de Amêndoas").
2000 - Foge ao serviço militar quando na inspecção finge coxear de uma perna de pau.
2001 - Entra para o curso de Psicologia Aplicada quando se apercebe claramente que a sua verdadeira vocação é o desemprego.
2005 - Congela a sua matrícula de faculdade e decide envergar no projecto Alcómicos Anónimos. Até á data continua-se a desconhecer o paradeiro da sua auto-estima.

Rui Sinel de Cordes

Nasceu a 13 de Fevereiro de 1980, em Lisboa. Apesar de ser português, vive na Amadora, mas não sabe nada sobre tiroteios. Vem de uma família tradicional portuguesa: Os pais são divorciados.É solteiro e prometeu a si mesmo que casar, só por dinheiro. Na escola, nunca chumbou um ano. No entanto, sempre teve muitas dificuldades a matemática, ciências e religião e moral. Mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação, na Universidade Autónoma de Lisboa. Na faculdade, aprendeu muito: que é possível cabular numa sala com quatro examinadores, que ainda existe imperial a oitenta escudos (40 cêntimos!!!) e que a disciplina de Escrita Criativa era o recurso ideal para pôr uma sala de aula inteira a rir e um professor a chorar.É a partir daí que descobre a escrita, inicia-se no teatro amador e passa por vários cursos e workshops. Surge então o stand up comedy. Aprende aquela técnica de imaginar o público nu à sua frente para se sentir mais calmo, mas da primeira vez que actua está tão bêbado que nem consegue ver o público.Como webdesigner, deu formação a crianças, dos 8 aos 16 anos, e gaba-se de nunca ter entrado no DIAP. Em 2002, foi co-fundador do www.escritacriativa.com, o site que um dia foi apelidado de “Woodstock da Escrita”. Ainda dentro da sua vida profissional, embora os pais não o considerem, trabalhou como barman. O alcoól, era considerado um inimigo. Assim, Rui seguiu uma velha máxima: conserva os teus amigos perto e os teus inimigos ainda mais perto. Dentro da música, é uma vítima do fenómeno mp3, especialmente música romântica. Afirma que não escolheu ser um romântico, o romantismo é que o escolheu a ele. É também um apaixonado pelo cinema, destacando Al Pacino (de quem alega ser filho), Johnny Depp, Nicolau Breyner, Bo Derek e Cicciolina (paixões de criança). No humor, tem como referências Jim Carrey, Ricky Gervais, Dane Cook, Dave Attell, Seinfeld, Larry David e claro, Liga de Cavalheiros - os senhores que o fizeram ter a certeza que o humor negro pode ser pintado de muitas maneiras.

Salvador Martinha

Salvador Maria Ferro Pinto de Magalhães Martinha não leva a mal quando o acusam de ter nome de heterónimo; o seu único medo é vir a casar-se com uma rapariga de nome Marta.
Cedo percebe que irá tornar-se popular, pois na missa, para sua vergonha, são inúmeras as vezes em que o padre o cita.
O seu peculiar nariz proporciona-lhe o seu primeiro rendimento fixo, colaborando com a popular Corporacíon Dermostética. É, no catálogo das rinoplastias, quem faz de “Antes”.
Bebe Actimel durante muito tempo, mas, passados alguns anos acaba por fartar-se de viver numa bolha; sobretudo porque, dentro dela, não encontra luz suficiente para acabar de ler o “Guerra e Paz”.
Depois de a namorada lhe confessar o seu desejo de ser mãe, Salvador dá-lhe todo o apoio e garante-lhe que será sempre um Tio presente.
É, desde pequeno, acusado de ser menino por morar no Estoril. Posteriormente, escritos do seu Diário revelam que, embora sem posses para o conseguir, sempre ambicionou viver em Massamá.
Considera-se, desde sempre, um homem sem medos; mesmo quando chove, jamais leva consigo guarda-chuva. Para se proteger da chuva, basta-lhe o seu bloco de Post-it. Existe, contudo, uma situação, que o deixa vacilante: efectuar uma transferência bancária. E é o próprio quem o reconhece: “Sempre que digito um NIB, fico com a sensação de que posso estar a activar um míssil”.
É uma pessoa feliz, embora não tanto como a Sara Tavares.
Quando o convidam, recentemente, a integrar a Maçonaria, recusa ao saber que, nas reuniões secretas, não se pode usar ténis.
Homem de convicções, só abandona os seus princípios por uma razão muito forte: funda um partido político e abandona-o logo a seguir, quando o aconselham a recensear-se.
O seu grande sonho é o de percorrer o País a fazer Stand-up comedy – a única coisa que o impede é o facto de estar farto de ser pago em tostas mistas.

Zé Beirão

Nasci no dia 30 de Junho de 1981 e segundo a minha mãe estavam 43 graus, mas isso não foi problema para que o parto tivesse sido rápido, pois nasci em 10 minutos… saí disparado como que a reclamar por um lugar ao sol… Fui um petiz feliz, com infância acima da média, era muito calminho e tímido e só queria comer e dormir, o resto não me importava! Eu ao contrário das outras crianças e adolescentes vivi a fase do armário dos 10 aos 13, talvez por ser mais alto que os outros todos (1,91 actualmente) e também porque as minhas pernas sempre me pareceram duas grandes prateleiras… Certo dia, estava na praia de S.Martinho do Porto com um grupo de amigos quando subitamente me atirei para a areia e comecei a espernear que nem um peixe, pois era isso mesmo que estava a fazer, imitava um peixe a sair da água… e nessa altura comecei a perceber que tinha jeito para fazer os outros rirem, ou então tinha jeito em causar espanto na cara das pessoas. Foi a partir desse dia que comecei a interessar por essa arte que é a comédia… Mas a minha estreia em palco só aconteceu muito mais tarde, aos 22 anos, mas em boa hora o fiz! Comecei com uma dupla, chamada Fia-te 127 e claro que a imitação de peixe fazia sucesso… Agora, e depois de ter actuado em variadíssimos bares fazendo stand-up comedy, apresento-me com outros quatro comediantes para me tentar desintoxicar deste vício que é a comédia…